A Viagem...

sexta-feira, maio 05, 2006

Livros…….Again




A escolha recaiu num autor Tuga, Mário Zambujal, e o titulo é ”Primeiro as Senhoras”, é descrito pela edditora como ...” Primeiro as Senhoras não é uma continuação da Crónica dos Bons Malandros, o best-seller que revelou Mário Zambujal como um autor de surpreendente originalidade e humor. Mas neste livro voltamos a encontrar um "bom malandro" com as suas aventuras, fantasias e emoções. A história conta-se num depoimento do protagonista a um silencioso inspector da Polícia que, tal como os leitores, página a página vai conhecendo o currículo da personagem e os passos de um golpe que o levou a passar nove dias sequestrado. Sem perder de vista o destino da viagem, o passageiro é convidado a ir-se demorando em sucessivos apeadeiros, onde não faltam motivos para uma boa gargalhada ou para um gostoso sorriso de cumplicidade...”
Tou entusiasmado com o que já li e com o que lá vem, mas eu entusiasmo-me sempre com um novo livro.

Quando acabar faço a critica...

quarta-feira, maio 03, 2006

About a Boy


Este é o livro que estou a terminar...sempre que acabo um livro entro num processo de angustia, não sei o que ler depois deste, bem sei que deveria ler outras coisas bem mais importantes, mas como sou um leitor compulsivo leio todos os dias na viagem de Leiria para Caldas da Rainha.


Quero sugestões.



Ajudem-me digam um livro que vos marcou e que seja interessante...



Estou à espera.

Eu..........

Eu, que sou feio...

Eu, que sou feio, sólido, leal,
A ti, que és bela, frágil, assustada,
Quero estimar-te, sempre, recatada
Numa existência honesta, de cristal.

Sentado à mesa dum café devasso.
Ao avistar-te, há pouco, fraca e loura.
Nesta Babel tão velha e corruptora,
Tive tenções de oferecer-te o braço.

E, quando socorreste um miserável,
Eu que bebia cálices de absinto,
Mandei ir a garrafa, porque sinto
Que me tornas prestante, bom, saudável.

«Ela aí vem!» disse eu para os demais;
E pus-me a olhar, vexado e suspirando,
O teu corpo que pulsa, alegre e brando,
Na frescura dos linhos matinais.

Via-te pela porta envidraçada;
E invejava, - talvez não o suspeites!-
Esse vestido simples, sem enfeites,
Nessa cintura tenra, imaculada.

Ia passando, a quatro, o patriarca.
Triste eu saí. Doía-me a cabeça.
Uma turba ruidosa, negra, espessa,
Voltava das exéquias dum monarca.

Adorável! Tu muito natural,
Seguias a pensar no teu bordado;
Avultava, num largo arborizado,
Uma estátua de rei num pedestal.

Cesário Verde

Arrojos

Se a minha amada um longo olhar me desse
Dos seus olhos que ferem como espadas,
Eu domaria o mar que se enfurece
E escalaria as nuvens rendilhadas.

Se ela deixasse, extático e suspenso
Tomar-lhe as mãos "mignonnes" e aquecê-las,
Eu com um sopro enorme, um sopro imenso
Apagaria o lume das estrelas.

Se aquela que amo mais que a luz do dia,
Me aniquilasse os males taciturnos,
O brilho dos meus olhos venceria
O clarão dos relâmpagos nocturnos.

Se ela quisesse amar, no azul do espaço,
Casando as suas penas com as minhas,
Eu desfaria o Sol como desfaço
As bolas de sabão das criancinhas.

Se a Laura dos meus loucos desvarios
Fosse menos soberba e menos fria,
Eu pararia o curso aos grandes rios
E a terra sob os pés abalaria.

Se aquela por quem já não tenho risos
Me concedesse apenas dois abraços,
Eu subiria aos róseos paraísos
E a Lua afogaria nos meus braços.

Se ela ouvisse os meus cantos moribundos
E os lamentos das cítaras estranhas,
Eu ergueria os vales mais profundos
E abateria as sólidas montanhas.

E se aquela visão da fantasia
Me estreitasse ao peito alvo como arminho,
Eu nunca, nunca mais me sentaria
Às mesas espelhentas do Martinho.

Cesário Verde

terça-feira, maio 02, 2006

Eu sei …e tu sabes???

Deixaram este comment no meu post de 21 de Fevereiro, foi tão fantástico que não me contive em partilha-lo…

Eu sei quem foi....só quero que da próxima assines as tuas fantásticas mensagens….



"Anonymous said...


Namorar apetece todos dos dias, a toda a hora...em todo o lugar... E aqueles dias em que...
-se fica na cama e se esquece que os adultos têm obrigações a cumprir;
-se toma o pequeno-almoço numa esplanada virada para o mar;
-se percorre o mundo num jornal e se deleita a alma com poemas deslumbrantes de um tal senhor chamado Eugénio de Andrade que sentia a vida e o mundo como ninguém;
-se tem uma bela companhia para almoçar, num restaurante também à beira-mar,e se faz com que as palavras e os sorrisos entrem pela tarde adentro;
-se desce para a areia mantendo essa companhia e não esquecendo o Eugénio;
-se vê o sol a deitar-se e se divaga sobre a vida;
-se volta para casa, depois de ir comprar o vinho,e se prepara o jantar;
-se termina a noite, ou se começa a vida, tal como estás a imaginar...com muita simplicidade, muita beleza, muita poesia, muito amor.
Há dias assim!

April 01, 2006
"


Quem será.................................

sexta-feira, abril 28, 2006

Este texto é ...

Veio daqui http://www.moonnlight.blogspot.com/



Esta é para um dia ler aos meus filhos....

Para os que partilharam comigo a minha infância, para os meus filhos que espero conseguir dar-lhes tão boas recordações como as que guardo hoje no meu coração

"De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos
nos anos 60, 70 e princípio de 80 não devíamos ter sobrevivido até hoje,
porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas em tinta
à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos. Não tínhamos
frascos de medicamento com tampas "à prova de crianças" ou fechos nos
armários e podíamos brincar com as panelas. Quando andávamos de bicicleta,
não usávamos capacetes.


Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags - viajar à
frente era um bónus. Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa
e sabia bem. Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa
com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá
fora. Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.


Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a
grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que
esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado
aprendíamos.


Saímos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em
casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava
com isso. Não tínhamos Play Station, X Box. Nada de 40 canais de televisão,
filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na
Internet. Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos à rua.


Jogávamos ao elástico e à barra do lenço e a bola até doía! Caíamos das árvores,
cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.


Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Batíamos às portas de
vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.


Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola;
não esperávamos que a mãe ou o pai nos levassem. Criávamos jogos com paus
e bolas. Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem,
eles estavam do lado da lei. Esta geração produziu os melhores inventores e
desenrascados de sempre. Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de
inovação e ideias novas. Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e
responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.


És um deles? Parabéns!


Esta mensagem é para todos os que tiveram a sorte de crescer como
verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas
vidas, "para nosso bem". Para todos os outros que não têm idade suficiente
pensei que gostassem de ler acerca de nós. Isto meus amigos é
surpreendentemente medonho ... e talvez ponha um sorriso nos vossos lábios:



A maioria dos estudantes que estão nas universidades hoje nasceram em
1986...chamam-se jovens. Nunca ouviram "we are the world" e uptown girl
conhecem de westlife e não Billy Joel. Nunca ouviram falar de Rick Astley,
Banarama ou Belinda Carlisle. Para eles sempre houve uma Alemanha e um
Vietname. A SIDA sempre existiu. Os CD's sempre existiram. O Michael
Jackson sempre foi branco.


Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que
aquele gordo fosse um dia deus da dança. Acreditam que Missão impossível e
Anjos de Charlie são filmes do ano passado. Não conseguem imaginar a vida
sem computadores. Não acreditam que houve televisão a preto e branco. Agora
vamos ver se estamos a ficar velhos:


1.. Entendes o que está escrito acima e sorris
2.. Precisas de dormir mais depois de uma noitada
3.. Os teus amigos estão casados ou a casar
4.. Surpreende-te ver crianças tão á vontade com computadores
5.. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis
6.. Lembras-te da Gabriela (a primeira vez)
7.. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos



SIM ESTÁS A FICAR VELHO!!"
Deixem-me só acrescentar uma coisa....
"velho", mas com muito boas recordações....
.... quando as mães não andavam aos gritos de manhã para nos despachar...
....quando as avós estavam à espera com o lanche na mesa, no regresso da escola...
...quando os dias eram infinitos e as ficávamos fartos das férias grandes ...
...hummm...


quarta-feira, abril 26, 2006


25 de abril

Esta é a madrugada que eu esperava
o dia inicial inteiro e limpo
onde emergimos da noite e do silêncio
e livres habitamos a substância do tempo

sophia de mello breyner


Foi tirado de um outro blog...... que o tirou de um outro...

PARABENS

21 de Abril de 2006

Atrasados mas merecidos, Carla nunca me esqueço de ti, pelas razões óbvias, mas por ser teu AMIGO.

PARABENS PRA TI E...............PRA MIM.




Tou cada vez mais velho............................e careca.

quarta-feira, abril 12, 2006

Codex 632


Este é o resumo que a Gradiva tem no livro “Codex 632” de José Rodrigues dos Santos, é esta a minha companhia nas viagens de Leiria para as Caldas, não é Dan Brown, mas é bem engraçado…

A mensagem enigmática foi encontrada por entre os papéis que um velho historiador deixara no Rio de Janeiro antes de morrer.
MOLOC
NINUNDIA OMASTOOS
Tomás Noronha, professor de História da Universidade Nova de Lisboa e perito em criptanálise e línguas antigas, foi contratado para descodificar esta estranha cifra. Mas o mistério que ela encerrava revelou-se para além da sua imaginação, lançando-o inesperadamente na pista do mais bem guardado segredo dos Descobrimentos: a verdadeira identidade e missão de Cristóvão Colombo.
Baseado em documentos históricos genuínos, O Codex 632 transporta-nos numa surpreendente viagem pelo tempo, uma aventura repleta de enigmas e mitos, segredos encobertos e pistas misteriosas, aparências enganadoras e factos silenciados, um autêntico jogo de espelhos onde a ilusão disfarça o real para dissimular a verdade.
«Tomás apercebeu-se de uma folha solta, duas linhas firmes, quatro palavras redigidas com inusitado cuidado, as letras rabiscadas em maiúsculas, pareciam rasgar o papel, a caligrafia revelando contornos obscuros, insinuantes, como se encerrasse uma arcaica fórmula mágica, criada por antigos druidas e esquecida na névoa dos séculos. Quase irreflectidamente, sem saber bem porquê, como se obedecesse a um velho instinto de historiador, aquele sexto sentido de rato de biblioteca habituado ao mofo poeirento dos velhos manuscritos, inclinou-se sobre a folha e cheirou-a; sentiu emergir dali um odor arcano, um aroma secreto, uma fragrância transportada por um mensageiro do tempo. Como um encantamento esotérico, que nada revela e tudo sugere, aquelas palavras indecifráveis exalavam o enigmático perfume do mistério.

Porque te queixas?

Esta reportagem publicada no DN on-line de 05.04.06 é...Fantástica, representa muito daquilo que pensamos mas não dizemos...Vamos todos mudar nem que seja só um bocadinho????


A propósito do lançamento em Portugal de um livro da psicóloga espanhola Maria Jesús Álava Reyes, a Notícias Magazine de domingo passado fazia uma declaração solene na capa: "Já chega de andar com o mundo às costas." E lá dentro, Catarina Pires explorava os universos de A Inutilidade do Sofrimento, um livro que foi best-seller em Espanha e é bastante útil à mentalidade portuguesa.

Na verdade, a nossa maior especialidade - juntamente com o clássico "desenrasca" - é a queixa. A lamúria. O desfiar do rol das desgraças que sempre nos impedem de dar um passo em frente. "Muitos ais". Muito pouco "mais". Andamos com o mundo às costas mas... não fazemos nada com ele. Limitamo-nos a carregá-lo com sofrimento, pena de nós próprios e um evidente sentimento de injustiça.

Curiosamente, no entanto, apreciamos aqueles que não afinam por este diapasão. A popularidade de José Sócrates deve-se, em boa medida, a uma atitude "empreendedora" do Governo e do seu líder. Há muito tempo que não víamos tanta iniciativa. Não me lembro de ler Vasco Pulido Valente elogiar um Governo como o fez na sua crónica do Público - com as salvaguardas óbvias e os avisos prudentes... - e o mais pessimista dos nossos cronistas não está só. Parece que, da crise, emergem paraísos inesperados.

Como a nossa mania das lamúrias é uma doença endémica, entusiasmamo-nos com atitudes como a de José Sócrates, mas mantemos a reserva em relação a nós próprios e não perdemos o olhar desconfiado: "não deve ser bem assim", adoramos dizer. Olhamos o país sempre de fora, como se não fizéssemos parte dele. E essa é a nossa condenação.

No dossier da Notícias Magazine encontrei um provérbio chinês que deveria estar colocado em todas as repartições públicas (ao lado do Simplex, claro...), em todas as casas de Portugal, nas lapelas dos casacos, nos vidros dos carros, talvez até mesmo em permanência nos rodapés das televisões. Diz assim: "Se tem remédio, porque te queixas? Se não tem remédio, porque te queixas?"

Assim, com a irónica serenidade oriental, ali estão as duas perguntas que nos devem ser colocadas diariamente. Repetidamente. Até à exaustão. Só pelo cansaço venceremos os nossos eternos complexos. Eu, por exemplo, já estou cansado de ouvir queixas. De me queixar. E no fim deixar andar...

"Porque te queixas? de Pedro Rolo Duarte, in DN online "

Menos ais.......

Esta é a nova campanha da Galp para o Mundial que se aproxima...Tem pinta, já a anterior para o Europeu tinha...

Cinco, quatro, três, dois, …
Pois, não passámos do dois.
Mas deixemos os relatos infelizes para depois.
Estivemos quase,
mas quase não sei se chega.
Mandámos vir champanhe e deu-se a tragédia grega.
Como é que se diz? Foi por um triz
que nós não pusemos os pontos nos is.
Nabice? Preguiça? Alguém faltou à missa?
Qualquer coisa lhes deu, não sei bem o que foi.
Sei é que fizemos um grande campeonato mas na final não jogámos um boi.
Um boi?!
Foi ou não foi?
Corremos, marcámos, merecemos,
saltámos, sofremos e fizemos sofrer.
Fizemos o possível enquanto houve combustível
e metemos o que havia para meter.
Como é que uma equipa com talento, magia
e um futuro de que tanto se disse,
está disposta a deitar fora a energia
e se conforma em estar na história como “vice”?
Nada disso!
O Tuga, que até hoje só provou que consegue ser segundo,
Vai, por isso, deixar de ser chouriço
e assumir o compromisso de ser campeão do mundo.
Corre mais, joga mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais
Há quem diga que Portugal não está em forma,
modesto por norma, faz-lhe falta um safanão
que nos faça de uma vez acreditar
que entre os que podem ganhar
está a nossa selecção.
A fasquia está alta? Não faz mal, Portugal salta
com milhões a empurrar.
Até pode parecer louco, mas para nós segundo é pouco
E um louco não se deve contrariar.
Será demais pedir o mundo?
O que pedimos, no fundo, são ainda menos ais.
Porque todos se lembram do campeão
Mas não dos que são derrotados nas finais.
Ficar nos dois primeiros não tem mal nenhum,
É preciso é que fiquemos no número um.
Vamos apagar da história essa final de má memória
e vão ver que ninguém topa.
Porque eu posso estar errado, mas que eu saiba, em qualquer lado,
o melhor do mundo é o melhor da Europa.

Corre mais, joga mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais
Repete-se o refrão, a história é que não.
Marca mais, chuta mais
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais.
É o retrato de um país aplicado ao futebol.
Tem tudo o que é preciso, só perde por ser mole.
Toca a acordar, pessoal!
Queremos mais garra,
deixar de ficar felizes quando a bola vai à barra.
Vamos com tudo, meter o pé, chutar primeiro,
Que o último a chegar é panel****.
Ter medo deles? Isso era dantes!
Vamos embora encher de orgulho os emigrantes.
Sem esquecer que nas grandes emoções
quando grita um português, gritam logo 15 milhões.
Heróis de Berlim, nobre povo…
Não tinha graça cantar um hino novo?
Escrito pelo pé de artistas
que vão alargar as vistas à nação verde e vermelha.
Ficar em segundo? Nem morto!
Ganhar ou perder é desporto? ‘Tá bem abelha!
Venha a Alemanha, o Brasil ou a Argentina
com cabelos de menina e cara de lobo mau,
se calham a apanhar-nos pela frente e viram as costas à gente… TAU!
Corre mais, joga mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais
Repete-se o refrão, a história é que não.
Marca mais, chuta mais
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais

Seja no chão, pelo ar, de cabeça ou calcanhar,
de tabela, nas laterais ou no miolo…
Vai Ronaldo, finta um , finta dois, pode remataaaar… golo!!!
(É esta a vantagem da ambição,
podes não chegar à lua, mas tiraste os pés do chão.)
Marca mais, chuta mais
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais
Corre mais, joga mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais
Marca mais, chuta mais
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais
Repete-se o refrão, a história é que não.
Corre mais, joga mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais
Marca mais, chuta mais
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais

segunda-feira, abril 10, 2006

SIM EU AINDA ESTOU VIVO…

As coisas não andam nada fáceis, tenho tido muito trabalho e pouco tempo, e “tcharan” já me mudei para a nova residência, ou seja, já estou a viver em Leiria, numa janela de um caixote, mas caixote que pertence a mim e há Ginaça.

Isto quer dizer que, se algum de vós passar por Leiria, ou arredores, é favor ligar pois terei muito gosto em vos mostrar a minha nova casa. Ainda não há fotos, mas quando as houver elas serão aqui colocadas.

sexta-feira, março 24, 2006

Querida AMIGA …PARABENS




Apesar de estarmos fisicamente longe estamos sempre perto, é muito bom ser teu amigo, acompanhar o tua vida fazendo parte dela.

Lembro-me do dia em que quebrei a cabeça na igreja depois da catequese e tu foste a minha casa a chorar, chamar os meus pais…

Os nossos caminhos cruzaram-se cedo e inadvertidamente, mas continuam cruzados por opção, serás sempre a minha prima.

PARABENS Rakas

quarta-feira, março 22, 2006

16ª Meia Maratona de Lisboa,


Esta semana vai acontecer a 16ª meia maratona de Lisboa, e por motivos que vocês saberão mais tarde...eu não vou, já fui a 2 (mini maratonas) e sinto muita pena em não estar presente.

Se nunca correram a mini maratona de Lisboa, experimentem pois é muito viciante e verão que dificilmente deixam de lá ir.

Olá de novo…

Pois é o mau tempo lá foi, mas deixou marcas, estas são aquelas situações para as quais nunca me sentirei preparado, penso mesmo que não haverá nada no mundo que nos prepare para situações destas, senão a própria experiência.

Mas já foi, e isso é o mais importante. Queria agradecer a todos, mesmo àqueles quem sem saber me ajudaram muito.

quarta-feira, março 15, 2006

A Resposta

Sempre fui um afortunado, isso eu sei, tenho MUITOS e BONS AMIGOS, pessoas que apesar de terem problemas, e muitas vezes mais graves e mais difíceis de resolver, ajudam-me muito na resolução dos meus. Tenho dois Pais que são um mimo, uma Namorada que...só mesmo conhecendo a peça é que conseguem avaliar o fantástica e brilhante que é, um Irmão e uma Cunhada que Adoro e que cometeram a proeza de me dar um sobrinho que é o máximo, e claro não falo do resto da família, que apesar de alguns não serem família propriamente dita são FAMÍLIA, e isso é o mais importante para mim.

Mas este Post é mesmo dedicado à outra família que tenho, aos AMIGOS , presentes e ausentes, recentes e antigos, mas todos GRANDES… MUITO GRANDES.

Este foi o comment que uma dessas pessoas (AMIGA) colocou no meu último post ...

“Xilena said...
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá á falência
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da
própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um óasis
no recôndito da alma.
É agradecer a Deus a cada mahã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma critica, mesmo que injusta."

"Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa


Beijinho Grande"



É ou não é de uma pessoa fantástica ... digam ... pois e é minha AMIGA.


Não quero que pensem que vocês não são tão importantes como a “Xilena”, antes pelo contrario, por isso decidi partilhar convosco este comment que tanto me inspirou, como eu quero que vos inspire a todos vós.

GRANDE ABRAÇO

RJP

sexta-feira, março 10, 2006

SORRY

Desculpem a falta de post’s mas não ando muito bem, não é grave e vai passar, mas por agora as coisas não andam a correr nada bem.

Não me apetece escrever nada, não tenho nada de importante para partilhar, e estou numa fase "down", mas é garantido que para a semana já estarei de volta e em força.


Beijos para todos, principalmente para aquelas que dão sempre uma forcinha.

OBRIGADO

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

The "Da’Vinci Code" Movie




O FILME, tem estreia em Portugal marcada para o dia 18 de Maio de 2006.

Devorei o livro. Li-o duma ponta a outra com sofreguidão de um viciado em plena dependência.

Vivi a Trama com muita intensidade e criei imagens das personagens que são demasiada minhas, para que o realizador consiga colar o filme ao “meu” livro. Adorei todas as passagens pelos países referidos no livro. Criei um Robert Langdon que nada tem a ver com o Tom Hanks, criei uma Sophie Neveu que nada se parece com Audrey Tautou, estou muito colado à imagem da Amélie Poulain, muito querida, demasiado querida, nada parecida com a fantástica Sophie que... ...não vou falar do livro.

Lembro as descrições do Museu do Louvre, como algo de tão real, quase sinto que já lá estive. Lembro a vontade que me deu de voltar a Paris, só para reviver todas as cenas que li, só para me ver dentro daquela trama.

A maioria das vezes que um livro é adaptado ao cinema, gosto sempre mais do livro que do filme, mas espero dizer o contrario, espero que o Da’Vinci, me faça lembrar o Senhor do Anéis, A Casa dos Espíritos, Como Àgua para chocolate, Chocolate...Filmes que vi depois de ler os livros e que adorei, tanto os livros como os filmes.

ZECA AFONSO

ZECA AFONSO
Venham mais cinco


Venham mais cinco
Duma assentada
Que eu pago já
Do branco ou tinto
Se o velho estica
Eu fico por cá

Se tem má pinta
Dá-lhe um apito
E põe-no a andar
De espada à cinta
Já crê que é rei
Dá-quem e Dalém Mar

Não me obriguem
A vir para a rua
Gritar
Que é já tempo
D'embalar a trouxa
E zarpar

A gente ajuda
Havemos de ser mais
Eu bem sei
Mas há quem queira
Deitar abaixo
O que eu levantei

A bucha é dura
Mais dura é a razão
Que a sustém
Só nesta rusga
Não há lugar
Prós filhos da mãe

Não me obriguem
A vir para a rua
Gritar
Que é já tempo
D'embalar a trouxa
E zarpar

Bem me diziam
Bem me avisavam
Como era a lei
Na minha terra
Quem trepa
No coqueiro
É o rei

Zeca....




Em 1987, 23 de Fevereiro, José Afonso MORREU, vítima de doença incurável. Para além de ser, um mentor da canção de intervenção em Portugal e um canta-autor notável, soube mesclar a música popular portuguesa e os temas tradicionais com a melodia e as palavras de protesto, pautou-se desde sempre por coerência e honestidade, nunca se vergando a muitas das adversidades que se lhe depararam.

Recusou sempre o caminho mais fácil e doce, da acomodação, combatendo o fascismo com a arma do talento, na denúncia dos oportunistas, que falta faz hoje em dia Zeca Afonso.